Terapia vista como construção de um contexto para recriação colaborativa, que permite à família mudar visões de história de vida.
Quando procurar ajuda de um terapeuta familiar?
Em situações em que a família percebe que não consegue evoluir e caminhar sózinha. Quando o diálogo entre os membros dá lugar ao silêncio ou à repetitivas discussões. Quando não estão conseguindo solucionar seus problemas de maneira saudável ou positiva. Esta disfunção relacional pode se apresentar através de várias formas, às quais denominamos: sintomas.
Alguns exemplos mais comuns que podemos citar são:
- Dependência química (álccol, substâncias inalantes, maconha, cocaina, crack, heroína, etc).
- Distúrbios alimentares ( obesidade, bulimia e aneroxia).
- Disfunções sexuais (impotência,
anorgasmia, ejaculação precoce, compulsão sexual, etc).
- Outros
Transtornos psiquiátricos (Depressão, ansiedade,
T O C, fobias,
transtorno bipolar, etc).
- Nas fases de mudança de ciclo de vida familiar, por exemplo, fase do ninho vazio, ou seja quando os filhos crescem e vão embora, violência na família, nas
fases de luto, perdas, separação, crise conjugal, doença grave na famíla, etc).
Para o terapeuta sistêmico a leitura da realidade é feita à partir de uma leitura circular. O grande desafio consiste em fornecer à família uma interpretação nova, jamais imaginada. A surpresa age como fator potencializador.
Terapia de Casal.
O casamento é como se resolvêssemos tomar um avião para passar as férias de janeiro em Bahamas e, ao descer do avião percebemos que fomos aterrizar nos Alpes Suiços. Faz frio, está nevando, não têm piscina, nem sol. Vamos precisar comprar roupas de inverno, aprender a esquiar e falar outra língua.
Constatamos, com surpresa, que é tudo bem diferente do que tínhamos imaginado. É perfeitamente possível passar ótimas férias na Suiça mesmo, só
é preciso ter paciência. Esta metáfora construída por Lederer e Jackson, em seu livro A miragem do casamento, traduz perfeitamente o que os casais encontram ao se defrontarem com o cotidiano da vida conjugal. Alguns casais conseguem superar obstáculos que encontram, outros, no entanto, necessitam da ajuda de um terapeuta de casais para que possam construir novas narrativas para seu relacionamento conjugal.
Através de um processo terapêutico temos a possibilidade de rever antigos padrões de comportamento, criando a possibilidade de mudanças nas relações.
Além dos sintomas já citados acima a terapia de casal é indicada quando:
- O casal têm dificuldades para se tornar um casal.
- O casal têm dificuldades de encontrar um modus vivendi feliz como casal.
- O casal não sabe se deseja continuar junto ou não.
- O casal precisa de ajuda para separar-se.
- O casal que precisa achar um jeito de se adaptar a mais de uma relação no casamento, geralmente devido à existência de filhos no casamento ou de uma relação anterior.
A teoria da terapia familiar sistêmica contrutivista, têm como base o fato de que o homem não é um ser isolado, mas um membro ativo e reativo de grupos sociais.
O indivíduo é um sistema, que por sua vez, é um subsistema maior que é a sociedade.
O indivíduo influência o seu contexto e por ele é influênciado. Suas ações são governadas pelas ações do sistema e estas características incluem os efeitos de suas próprias ações passadas. Assim sendo, tratamos não só o membro que está ¨doente¨ mas todo o sistema familiar. O indivíduo adoecido é apenas visto como porta-voz ou protagonista de um sistema, cujas relações não estão saudáveis.
As disfunções das relações gera um ambiente hostil, com dificuldades de comunicação e consequentemente uma situação de caos.
Como o processo terapêutico pode ajudá-los?
- A terapia têm como objetivo mediar as conversações, reorganizar a família funcionando como agente de mudanças. É uma forma de direcionar a família ou o casal para um novo olhar, diante dos antigos problemas e conflitos. A sensibilização permite a criação de novos caminhos, transformando um funcionamento nocivo ao sistema familiar em alternativas libertadoras e transformadoras.
O terapeuta é um articulador, mediador de conversações, preocupado em conhecer como a família se organiza e opera, identificando quais os significados que são ou não compartilhados por seus membros.